quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Um vulto nos meus pensamentos.

Sabe, tenho pensado muito em você. Mesmo que você seje um vulto, não imagino quem seje, é uma sensação horrivel de tergo nas mãos, mas não sabe onde encontrar . Tenho a sensação de que algo está para vir , mas também não sei o que. Sei que preciso fazer as coisas acontecerem, fazer as coisas deslancharem de uma vez, o único problema é que tudo não depende somente da minha pessoa. O que tinha pra fazer eu fiz, agora só depende de você, de vocês , de Deus.
Deus.. é uma questão que por mais que eu seje um pouco ateia, eu no fundo sei que acredito, mesmo desacreditando, é confuso eu sei. Mas é assim que eu penso, é assim que eu ajo,acreditando somente naquilo que está na altura dos meus olhos. O que está acima, sinto muito mais não consigo ver, tampouco acreditar com tanta certeza.
Ando me sentindo muito sozinha, ainda não sei ao certo o motivo, o fato é que eu penso muito em você, mesmo não sabendo quem seje.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Montanha Russa .

Estava nervoso, esperando tempo demais naquela maldita fila. Os dedos suavam, e eu olhava para todos os lados como uma criança perdida dos pais. Então a nossa vez chegou. Escolhi o primeiro carrinho, pois decidi desfrutar ao máximo de minha súbita coragem. Se viveria a maior emoção de minha vida, então a faria valer a pena.
Ao meu lado estava você, que gentilmente pegou em minha mão fria, tranquilizando-me do que viria a seguir. Olhei em seus olhos convidativos e enfim o trajeto começou. O carro moveu-se com certa lentidão, subindo logo no começo um inclinado trecho. Tudo ocorreu muito bem, eu diria. Admito que estava ansioso para ver o que viria em seguida. Mas, naquele momento, eu estava ocupado demais, admirando a paisagem lá do alto. O mundo estava ao meu redor, porém meu olhar insistia em focar-se apenas no seu sorriso.
A subida enfim terminava, e de prontidão pude observar a descida que vinha em frente. Foi aí que o misto inexplicável de sentimentos começou. O nosso carro desceu com toda a força, e meus pensamentos moviam-se com a mesma pressa, impossibilitados de exercerem algum tipo de organização. O meu coração girava, feliz como nunca, e os meus dentes à mostra denunciavam a felicidade encontrada depois de tanta procura.
Como se não pudesse ficar melhor, logo entramos em um daqueles loopings. O giro que nos deixou de ponta cabeça manteve a minha alucinação. Mal sabia eu de que ela era passageira.
Só entendi a gravidade de tudo quando, ainda emocionado, vi que a montanha russa não tinha fim. Os trilhos inacabados em nossa frente nos levavam para a morte certa.
E eu, cego pelo passeio inusitado, estava muito ocupado para pensar no fim. Este, que na verdade não existia.
O carro veloz deixou o percurso e voou para longe dali, arremessando-nos em direções opostas. O resultado de minha tentativa de aventurar-se foi que acabei destruído. Quando à você, saiu ilesa.
Há sempre uma filha da mãe que sobrevive.


Por : Pedro Guerra. vale a pena : http://mintaparamim.blogspot.com/

sábado, 8 de janeiro de 2011

Aceite.

Quer saber uma verdade? Isso cansa. Vejo tanta gente dizendo que eu sei tudo, que eu posso ajudar, que isso, que aquilo. Eu não sei nada, apenas me sintonizo com minhas emoções. Não posso ajudar em nada, apenas escuto o meu coração. Ele fala tanto que deixa tonta. Cansei de ser forte, cansei de não saber pedir ajuda, cansei de tentar fazer tudo ao mesmo tempo, cansei de não conseguir dormir direito pensando no que preciso comprar para a faxineira, cansei de tomar café pensando no que me espera na agência, cansei de não conseguir sossegar meu pensamento, cansei de esconder meu lado frágil, inseguro, cansado. Cansei de aceitar as minhas imperfeições sozinha. Por favor, me aceite também.

Anonimo.