quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Depois dos quinze #ddq . (2)

Seis bilhões de pessoas. Seis bilhões de singularidades e características únicas girando em torno de um mundo que perde cada vez mais sua essência. Vivemos em um mundo onde as pessoas costumam dá mais atenção a pele do que a alma. Mais atenção a beleza do que ao coração, de fato. Um mundo onde o que é diferente é julgado, onde o amor perde seu espaço e as mentiras se tornam mais constantes. E eu não digo isso generalizando a situação, digo isso nos detalhes, no que é óbvio, no que nós presenciamos todos os dias. E é nesse mundo que eu me arrisco a dizer que as maiorias das pessoas dão valor a quantidade e perdem na qualidade. É clichê? É, mas é verdade. Uma época onde a essência é só um detalhe adicional que não faz mais tanta diferença assim e que pouco a pouco perde para o belo, para o comum e para números.

A essência é aquilo que te define, é aquilo que te faz ser exatamente assim e manifestar nossa essência interior é a passagem para o sucesso, para o amor e para seu valor, propriamente dito. É fácil ser só beleza no meio de todos. Difícil é manter o “seu eu” no meio dos “outros”.

Toda essa essência que se perdeu com o tempo só depende de nós mesmo para voltar a transparecer. Levar em conta só o que a pessoa tem por fora não é tão vantajoso quanto conhecê-la realmente e ver que belo coração ela tem. Existem controvérsias, até porque existem pessoas em conflito com si próprias, o que as torna vulneráveis a querer ver o mal dos outros, mas quando a nossa essência é tão plena ela é capaz de afastar e incomodar as pessoas com uma essência negativamente diferente da sua.

Há um mundo lá fora onde existem pessoas donas de uma alma incrível. Deixe a essência interior fluir, mostre para o mundo quem você realmente é. Seja tolerante com o próximo e saiba perdoar. Não cultive sentimentos ruins. Deixar transparecer e saiba que lapidar a essência interior é como cuidar de um jardim: Quanto mais cedo você começar e mais tempo você dedicar a isso, mais rápido colherá bons frutos. Posso te garantir uma coisa: Esses bons frutos sempre valem muito à pena.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Depois dos quinze #ddq .

Hoje eu acordei achando que você existe. Mas estou com preguiça de sair de casa para te encontrar. Talvez seja decorrência do verbo “achar” não fazer muito efeito na minha vida. Eu não quero achar mais nada. Quero saber e ponto. Não tenho mais paciência para olhar para os rostos errados, nem para andar nas ruas em que você nunca está, nem para me contentar com pensamentos incompletos e nem para viver de “monossilabismos” insignificantes. Se você existisse, saberia que não falta mais uma música especial para formar a nossa trilha sonora; e que esta espera ansiosamente que você apareça para ser tocada dentro de nossos corações. Se você existisse, bastaria apenas um momento junto comigo. Um momento que essa música tentaria congelar, eternizar. Porque não é justo que só o meu estômago congele.

Qualquer dia desses, eu até poderia sair atrás dos seus passos. Se você existisse, eu pediria para você me escrever algo, dar um sinal, mas cansei dessa historinha feia em que as palavras só vivem no papel; e na vida real, tudo não passa de uma pseudo-ficção que não me ficciona em nada. Eu poderia pedir para você me falar alguma coisa, mas fiquei tão acostumada a ouvir mentiras, que talvez eu tenha ficado incapaz de reconhecer a verdade. Eu poderia pedir para você fazer algo, mas eu não tenho a mínima idéia do que é que você poderia fazer. Se você existisse, eu poderia esperar um por um beijo roubado. Se você existisse, já teria feito algo há tempos… E te mandado sumir logo por demorar tanto para se manifestar. Ontem eu achava que você era impossível. Hoje eu acho que você pode existir. Eu quero ter mais certezas amanhã. Até lá, ouvirei a música esperando que toque o meu segundo favorito, torcendo para que as ondas sonoras não afetem mais a minha mente. Se você existisse, eu colocaria uma foto sua para ilustrar melhor esse texto.

Você faz falta antes mesmo de aparecer na minha vida.